MP investiga bets divulgadas por influencer de Naviraí ligadas a esquema de pirâmide
Reprodução O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) instaurou inquérito para investigar duas empresas que administram as plataformas online de apostas: a Cash Pay Meios de Pagamento Ltda e Orion Tecnologia da Informação e Soluções Digitais Ltda. O objetivo é apurar os prejuízos causados aos consumidores em decorrência da prática de “pirâmide financeira”.
Relatório produzido pela Polícia Federal detalha que Kemelly Garcia, que usa o Instagram com o nome de usuário “kemelly.garcia” e se apresenta como “digital má influencer” ostenta veículos caros, viagens e bens de alto valor. Ela chegou a exibir uma Toyota Hilux 2017/2018 (avaliada em R$ 199 mil em junho de 2023), trocando-a posteriormente por um modelo 2021/2021 (avaliado em R$ 271 mil).
A Polícia Federal constatou que Kemelly anuncia links e códigos de recomendação para utilização de plataformas de apostas que funcionam em um sistema hierárquico de indicação, prática que caracteriza o chamado “esquema de pirâmide”, em que os primeiros a aderirem e divulgarem lucram com os depósitos feitos por novos jogadores que entram posteriormente.
Os nomes das plataformas incluem GPRBET, WINGDAS, EITABET, FRUTABET, HOJEBET, SLOTVIPBET, TODAY777, LEAO0888, LOBO888, NXNBET, BALEIABET, entre outras, que têm como únicas beneficiárias das transações as empresas Cash Pay e Orion Tecnologia.
De acordo com o relatório da PF, a empresa, além de estarem por trás das transferências e esquema de pirâmides, as empresas são alvos de diversas reclamações por não permitir o saque de valores aplicados pelos usuários. Os sócios da Cash Pay: Sun Chunyang e Xizhangpeng Hao, inclusive foram convocados a depor em CPI que apura manipulação de resultados no futebol. A Orion Tecnologia que segundo a PF também opera em de modo similar.
Em resumo as plataformas divulgadas pela autointitulada “digital má influencer”, induziam os usuários a captar novos jogadores, o que eleva o número de participantes em níveis cada vez mais distantes da pessoa que fez a divulgação inicial, configurando a pirâmide. O relatório aponta que, quanto mais distante o nível hierárquico, menores os rendimentos, o que pode resultar em prejuízo para a maioria dos participantes.



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