Em dois meses, Samu de Dourados perde mais da metade dos médicos

Segundo o coordenador do Samu, motivo é a Lei de Responsabilidade Fiscal. Município não consegue mais contratar profissionais e agora depende da Secretaria Estadual de Saúde.

Por G1/MS 18/03/2018 - 08:21 hs

Em dois meses, Samu de Dourados perde mais da metade dos médicos
Samu de Dourados perde mais da metade dos médicos em dois meses

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Dourados (MS) perdeu mais da metade dos médicos em dois meses. O município não consegue mais contratar profissionais e agora depende da Secretaria Estadual de Saúde.

Por dia, são 60 atendimentos. Essa é a rotina de trabalho dos socorristas do Samu de Dourados. As ocorrências mais comuns são acidentes. O telefone 192 toca o dia todo, mas o número de atendentes não é suficiente.

Há cerca de dois meses, o Samu tinha 19 médicos. Durante esse tempo foi reduzindo e hoje está com apenas oito, menos da metade do normal.

O motivo é Lei de Responsabilidade Fiscal, como explica o coordenador do Samu, Jony Santana. “A Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe a contratação de novos médicos e a renovação dos contratos dos mesmos.”

Santana disse ainda que isso deixou o município de mãos atadas. No trabalho, nas ruas, o pessoal sentiu os efeitos dos cortes. Ezequiel Barbosa Alves é motorista socorrista e está no Samu há quase dez anos. “Além de a gente estar preocupado com o paciente, com o serviço, a gente tem que estar se preocupando também com a parte burocrática”, afirmou.

O coordenador apelou ao governo do estado e, agora, a Secretaria Estadual de Saúde autorizou a contratação de três médicos. Além disso, dois que estavam com o contrato vencendo não vão mais deixar a equipe.

Resultado: o Samu de Dourados vai ficar com 11 médicos. “Precisa, no mínimo, de dez a 16 médicos. Com isso a gente consegue amenizar o problema. Esperamos que essa autorização continue em vigor por um bom período para que a gente possa dar serviço de qualidade e excelência para a população douradense”, destacou Santana.