Ela trocou a carreira na capital por um petshop e 4 cães no interior

Ela acompanhou o noivo que passou em um concurso em Iguatemi

Por Midiamax 28/05/2018 - 14:09 hs

Ela trocou a carreira na capital por um petshop e 4 cães no interior
Renata e os quatro cães. (Foto: Arquivo pessoal)

“Adoro falar dos meus peludos”, diz Renata Portela, de 27 anos, que largou a carreira de jornalista policial no ano passado e se mudou para Iguatemi, a 468 quilômetros, no sul do Estado. Ela deixou Campo Grande para acompanhar o noivo que passou em um concurso da Prefeitura daquele município. Ela, que teve o primeiro mascote aos 24, hoje tem 4 cães.

Junto com o noivo, o veterinário Pauliclei de Andrade Oliveira, de 26 anos, Renata tem a Yuki, uma Husky Siberiano de 4 anos, que foi a primeira a entrar para a família. Depois veio o Apolo, um Border Collie de 2 anos e meio. Já em Iguatemi, eles adotaram a Pitucha, uma Pinscher de 5 anos e o Stallone, um Pug de 3 meses.

“Em Campo Grande meus ‘catioros’ viviam em um quintal muito pequeno, pouco espaço com grama. Aqui a gente tem um gramadão, eles curtem bastante. A Yuki já era do meu noivo quando fui morar com ele. O Apolo, compramos de um amigo em janeiro de 2016, ele tinha só 4 meses. A Pitucha adotamos aqui em Iguatemi, já no fim do ano passado. E o Stallone adotamos há um mês mais ou menos”, detalha Renata explicando que os quatro cães se dão muito bem.

Personalidades dos cães

 

 

Apolo, o Border Collie.
Apolo, o Border Collie. “É tão inteligente que chega a ser sem-vergonha”. (Foto: Arquivo pessoal)

 

 

 

 

Como uma mãe que fala dos filhos, Renata descreve a personalidade de cada um de seus cães. “A Yuki tem uma personalidade de gato. Ela tem o momento dela, quer carinho no tempo dela e prefere ficar sozinha em grande parte do tempo”, diz da Husk Siberiano.

“O Apolo é muito carinhoso e carismático. Todos meus amigos são apaixonados por ele”, descreve sobre o Border Collie que é considerada a raça de cães mais inteligentes do mundo. “Olha, de tão inteligente ele chega a ser sem vergonha. Ele é aquele típico cachorro que, quando sabe que fez coisa errada, se esconde e fica fazendo aquela carinha de desentendido”, acrescenta.

Renata conta que com 4 meses ele já sabia a maioria dos comandos, o que impressionava a todos. “Sabe sentar, dar pata direita ou esquerda, deitar, fingir de morto, rolar, ficar em pé, rodar e o comando que eu mais amo é quando eu digo ‘dá um abraço’, ele vem, pula e dá um abraço na gente. Nem sei como ele aprendeu isso, não ensinei de propósito e acho lindo”, conta.

“A Pitucha é uma Pinscher diferentona. Não tem aquele estresse comum da raça. Ela é bem tranquila, parece uma pessoinha. E o Stallone, que é o pug, é bem inteligente para a pouca idade dele. Parece um cão adulto. Ele já sabe o que é certo ou errado, sabe comandos como ‘senta’, ou ‘espera’, para quando eu sirvo a ração”, relata.

Nova carreira

Renata precisou de preparação para deixar o jornalismo e tocar um petshop. “Fiz cursos do Sebrae e vim na cara e na coragem. Ainda estou aprendendo muito sobre como tocar a loja”, explica.

 

 

 

 

Pitucha, a Pinscher e Stalone, o Pug. (Foto: Arquivo pessoal)
Pitucha, a Pinscher e Stalone, o Pug. (Foto: Arquivo pessoal)

 

 

 

Trocar a Capital pelo interior também foi um desafio, mas descobriu o lado bom. “Já, mudar de cidade foi uma experiência bem assustadora no começo e que agora gosto bastante! Aqui é tranquilo, tudo é mais perto, é mais seguro, as pessoas são mais receptivas”, enumera.

Além de fazer o atendimento no petshop, Renata também auxilia o noivo nas consultas veterinárias. “A ideia foi ele ter o consultório veterinário e eu cuidar da loja, mas hoje acabo ajudando ele também nas consultas. Eu trabalhava com jornalismo policial e via fotos de pessoas mortas, acidentes feios, e isso já não me afetava mais. Mas ver um cachorrinho ou um gatinho doente, às vezes em situações bem complicadas é bem difícil”,

Voltar para o jornalismo? Talvez no futuro. “Não está nos meus planos, pelo menos por enquanto. Tem horas que eu sinto saudade, a gente tem muitos amigos policiais na cidade e às vezes eu conto os ‘causos’ e fico lembrando como eu gostava do que fazia. Quando o pessoal daqui ouve que fui eu quem escreveu a matéria do ‘lobisomem de Iguatemi eles gostam e me dá aquela vontade de voltar a escrever”, finaliza.