Umuaramense é preso acusado de fraudar milhões de contas bancárias

Por O Bemdito 05/07/2018 - 07:29 hs

Foi detido em Umuarama nesta quarta-feira (4) Itamar Silva Pereira, 49 anos, acusado de fraude bancária. A Operação Paragon foi desencadeada pela Polícia Civil do Distrito Federal, com apoio da PC de Umuarama, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão e prisão preventiva na casa de Itamar, localizada na rua Pará, Zona II.

A investigação realizada pelos policiais do Distrito Federal aponta que a fraude ultrapassa milhões, porém, ainda não há um valor precisamente estimado. Ulisses da Nóbrega da Silva, agente de polícia civil do Distrito Federal explicou que Itamar é acusado de crime de furto mediante fraude.

O autor teria aproximadamente 50 mil contas e senhas de bancos diversos. De acordo com a investigação, o acusado invadia computadores das vítimas através de roteadores que utilizam senha padrão. Ele enviava um vírus que aparentemente não causava nada. Porém, quando a vítima acessava sua conta bancária do computador infectado acabava sendo direcionada a uma página falsa – geralmente hospedada nos Estados Unidos.

Aproximadamente 100 contas eram invadidas todos os dias. As vítimas estão espalhadas por todo o Brasil. A Polícia Civil do Distrito Federal está monitorando Itamar há cerca de 12 meses, porém, acredita-se que ele esteja atuando há muito mais tempo.

Durante a busca realizada no imóvel em Umuarama, a conta de e-mail falsa (do Gmail) que ele usava para cometer os crimes estava aberta no computador. Outras contas são rastreadas.

Segundo o agente Silva, a fraude alcança milhões, mas como a investigação ainda não foi concluída, não é possível fechar um valor. Ele explica que a decisão de deflagrar a operação aconteceu em decorrência do acusado ainda estar atuando, causando novas vítimas, e por isso ser considerado perigoso.

Ao ser preso, Itamar negou os fatos. Ele foi encaminhado à Delegacia de Umuarama para ser ouvido.

Apreensões

Dois veículos foram apreendidos na casa do acusado, sendo um Camaro de cor amarela e um Ford/Edge branco. Outros quatro veículos serão sequestrados pela polícia.

Entre eles, caminhões e carretas de uma empresa em que Itamar é sócio com um irmão em Umuarama. De acordo com o investigador, a empresa é lícita e possivelmente o irmão do detido não tenha envolvimento nos crimes – o que ainda será analisado.

Dois notebooks e dois celulares, ambos com farta informação para a investigação, foram apreendidos na residência.

Investigação

A Polícia Civil do Distrito Federal chegou até o acusado através de monitoramento das contas de e-mail, principalmente junto ao Google entre outras empresas. Durante a investigação foram pedidas quebras de sigilo, que mostraram os caminhos a serem seguidos.

A hipótese é de que haja uma organização criminosa maior, espalhada por vários estados, inclusive que estaria atuando na lavagem de dinheiro, tendo em vista que o acusado também estaria lidando com bitcoins (moeda virtual).

De acordo com o investigador Silva, os próximos passos são realizar o rastreio do dinheiro através dos vários bancos e deflagrar uma segunda fase da operação visando prender outros envolvidos.